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Elias Jabbour
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**Elias Marco Khalil Jabbour** (São Paulo, 12 de dezembro de 1975) é um geógrafo, professor universitário e escritor brasileiro. É professor associado da Faculdade de Ciências Econômicas da [Universidade do Estado do Rio de Janeiro](/uerj) (UERJ), membro do Comitê Central do [Partido Comunista do Brasil](/partido-comunista-do-brasil) (PCdoB) e o principal especialista acadêmico brasileiro em socialismo chinês e planejamento estatal. É reconhecido pelo desenvolvimento de duas categorias teóricas interrelacionadas — o *metamodo de produção* e a *nova economia do projetamento* — como instrumentos de análise da economia política socialista da China, e por uma série de livros sobre o tema ao longo de duas décadas.[@pcdob2023jabbour-brics] Atualmente preside o [Instituto Pereira Passos](/instituto-pereira-passos) (IPP), instituto municipal de urbanismo, pesquisa e planejamento de políticas públicas da cidade do Rio de Janeiro.[@brasildefato2026jabbour-lancamento]

## Vida e formação política

Jabbour nasceu em 1975 na periferia da zona leste de São Paulo. Seu pai era um imigrante libanês e sua mãe uma trabalhadora nordestina da Paraíba. Perdeu o pai aos onze anos de idade, após o que sua mãe, Maria da Luz, assumiu sozinha a criação dos filhos. Ingressou na União da Juventude Socialista (UJS), ala jovem do PCdoB, ainda na adolescência, e entrou para o partido em 1991, filiação que mantém sem interrupção até hoje.[@brasildefato2026jabbour-lancamento]

## Formação acadêmica

Jabbour é graduado em Geografia pela [Universidade de São Paulo](/universidade-de-sao-paulo) (USP, 1997), mestre em Geografia Humana pela USP (2005) e doutor em Geografia Humana pela USP (2010).[@unicamp-neit-jabbour] Sua tese de doutorado intitulou-se *China: A Economia Política do socialismo e a formação sócio-espacial de um projeto nacional*. Apesar de sua formação formal como geógrafo, ao longo de sua carreira tem lecionado e publicado principalmente nas áreas de economia política e economia do desenvolvimento.

## Carreira acadêmica

Jabbour é professor associado da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ, onde leciona nos programas de pós-graduação em Ciências Econômicas (PPGCE) e em Relações Internacionais (PPGRI).[@unicamp-neit-jabbour] Suas linhas de pesquisa são Economia Política, Economia Política Internacional, Teoria e Política do Planejamento Econômico e Estratégias Nacionais de Desenvolvimento. Dedica aproximadamente 25 anos de pesquisa ao socialismo chinês e ao planejamento estatal.[@pcdob2023jabbour-brics]

Entre 2023 e 2025, atuou como consultor sênior e diretor de pesquisas do [Novo Banco de Desenvolvimento](/novo-banco-de-desenvolvimento) (NBD, também conhecido como Banco dos BRICS) em Xangai, indicado pela presidente do NBD, [Dilma Rousseff](/dilma-rousseff).[@brasildefato2026jabbour-lancamento] Durante esse período realizou extenso trabalho de campo na China, visitando fábricas e empresas em todo o país, pesquisa que informou seu livro de 2026.[@grabois2026poder-socialismo]

## Contribuições teóricas

O trabalho teórico de Jabbour centra-se em duas categorias interrelacionadas desenvolvidas ao longo de sua pesquisa, com o objetivo de oferecer instrumentos analíticos marxistas adequados para explicar a experiência chinesa sem reduzi-la nem ao capitalismo ocidental nem ao planejamento central de tipo soviético.

### Metamodo de produção

O conceito de *metamodo de produção*, desenvolvido com o economista italiano Alberto Gabriele e apresentado sistematicamente pela primeira vez em *China: O Socialismo do Século XXI* (2021), designa a ordem econômica internacional capitalista — estruturada em torno da lei do valor e da livre circulação de mercadorias — como o constrangimento estrutural externo inescapável dentro do qual qualquer formação socialista contemporânea deve operar.[@jabbour-gabriele2021china] Para Jabbour e Gabriele, nenhum país socialista hoje pode simplesmente abolir o mercado, pois a ordem global impõe sua lógica como limite estrutural às escolhas internas de planificação. O conceito enquadra o debate clássico entre plano e mercado de uma nova forma: em vez de uma escolha livre, as políticas socialistas de mercado são entendidas como uma adaptação necessária a constrangimentos objetivos.

Operando dentro desses constrangimentos, Jabbour e Boer argumentam que a China representa o primeiro exemplo histórico de uma nova classe de formações econômico-sociais de orientação socialista — qualitativamente distinta das experiências socialistas anteriores, incluindo o modelo soviético, que operou em condições históricas diferentes e sem a combinação entre planificação e mercado que define o modelo chinês contemporâneo.[@jabbour-boer2026poder] Nessa formação, múltiplos modos de produção coexistem, com o setor estatal dominante capaz de gerar efeitos de encadeamento produtivo por toda a economia, inclusive no setor privado. O Estado não suprime o mercado, mas o governa por meio da dominância da propriedade pública e da direção política do Partido Comunista.[@jabbour2019metamodo]

### Nova economia do projetamento

A *nova economia do projetamento* é uma teoria do modo específico de organização econômica que Jabbour argumenta estar emergindo na China. O conceito deriva de *Elementos de economia de projetamento* (1959), do economista marxista brasileiro [Ignácio Rangel](/ignacio-rangel), no qual Rangel descreveu a fusão entre economia monetária, keynesianismo e planificação soviética como um novo modo de produção surgido do período de reconstrução do pós-guerra. Jabbour argumenta que esse conceito, abandonado com a financeirização do capitalismo e o colapso da União Soviética, ressurge na China em forma qualitativamente superior — daí a economia do projetamento *nova*.[@jabbour2025projetamento-explicacao]

Jabbour publicou essa teoria pela primeira vez em 2020 e desde então a desenvolveu por meio de artigos, apresentações na China e de dois números consecutivos da revista *Princípios* (nos. 171 e 172, 2025), organizados por Jabbour, que reuniram estudos empíricos e teóricos sobre o conceito.[@principios2025-171]

A nova economia do projetamento caracteriza-se por três traços que a distinguem da formulação original de Rangel. Primeiro, envolve a fusão entre micro e macroeconomia por meio de grandes projetos públicos: o Estado coordena investimentos de escala continental nos quais as estruturas de oferta e demanda de cadeias produtivas inteiras se equalizam ao longo do tempo — uma coordenação que Jabbour considera estruturalmente impossível sob o capitalismo. Segundo, opera por meio da introdução consciente de contradições na economia: o Estado introduz deliberadamente metas tecnológicas ou objetivos produtivos como contradições que a sociedade precisa superar, gerando dinamismo desenvolvimentista em vez de equilíbrio passivo. Terceiro, apoia-se em um aparato informacional de planejamento composto por Big Data, inteligência artificial e infraestrutura 5G, permitindo uma planificação compatível com o mercado e orientada para utilidades sociais de longo prazo.[@jabbour2025projetamento-explicacao]

Em conjunto, o metamodo de produção e a nova economia do projetamento formam o que Jabbour, em colaboração com Gabriele e posteriormente com o filósofo australiano Roland Boer, denomina um novo arcabouço para a economia política do socialismo contemporâneo — que trata o marxismo não como um conjunto de prescrições fixas, mas, em suas palavras, como "a ciência do poder político" a ser reconstruída à luz da experiência histórica viva.[@grabois2026poder-socialismo]

## Obras publicadas

Jabbour publicou uma série de livros sobre a economia política chinesa:[@pcdob2023jabbour-brics]

- *China: desenvolvimento e socialismo de mercado*. 2006.
- *China: infra-estruturas e crescimento econômico*. Anita Garibaldi, 2006.
- *China hoje: projeto nacional, desenvolvimento e socialismo de mercado*. Anita Garibaldi/EDUEPB, 2012.
- *China: socialismo e desenvolvimento – sete décadas depois*. Anita Garibaldi, 2019.
- *China: O Socialismo do Século XXI*. Boitempo, 2021. Coautoria com Alberto Gabriele. Publicado em inglês como *Socialist Economic Development in the 21st Century* (Routledge, 2022).[@jabbour-gabriele2021china][@jabbour-gabriele2022socialist]
- *Poder e Socialismo: governança, classes, ciência e projetamento na China*. Boitempo, 2026. Coautoria com Roland Boer. Apresentação de José Paulo Netto.[@jabbour-boer2026poder]

## Prêmio Especial do Livro da China

Em outubro de 2022, Jabbour recebeu o Special Book Award of China pelo livro *China: O Socialismo do Século XXI*, o principal prêmio literário chinês concedido a autores estrangeiros que contribuem para a compreensão internacional do país. Foi a primeira vez que o prêmio foi concedido a uma obra de economia política, e não a uma tradução.[@grabois2022jabbour-premio] Jabbour descreveu a premiação como "um prêmio para o marxismo brasileiro", destacando que o livro aplicou o arcabouço analítico de Ignácio Rangel à realidade chinesa.[@grabois2022jabbour-premio]

## Atuação política

Jabbour é filiado ao PCdoB desde 1991 e integra o Comitê Central do partido.[@brasildefato2026jabbour-lancamento] Em 2025 foi figura central da campanha nacional do partido *O Futuro Tem Partido*, percorrendo o Brasil para liderar debates sobre o papel do Estado, multipolaridade, soberania nacional, planejamento econômico e socialismo.
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Elias Jabbour

Elias Marco Khalil Jabbour (born 1975, São Paulo) is a Brazilian geographer, political economist, and communist militant. He is an associate professor at the Faculty of Economic Sciences of the Rio de Janeiro State University (UERJ), a member of the Central Committee of the Communist Party of Brazil (PCdoB), and Brazil's foremost academic specialist on Chinese socialism and state planning. He is known for developing two interrelated theoretical categories — the metamode of production and the New Project Economy — as frameworks for understanding China's socialist political economy, and for a series of books on the subject spanning two decades.[1] He currently serves as president of the Instituto Pereira Passos (IPP), Rio de Janeiro's municipal urban research and public policy planning institute.[2]

Translator's note: The Portuguese term projetamento has no established equivalent in English. In the existing English-language literature by the author, different renderings have been used, including "New Design Economy" and "New Projectment Economy." In this article, "New Project Economy" is adopted as a conceptual translation, intended to convey the central idea of an economy structured around state-led projects and planning.

Early life and political formation

Jabbour was born in 1975 in the eastern periphery of São Paulo. His father was a Lebanese immigrant and his mother a working-class woman from the state of Paraíba in Brazil's Northeast. He lost his father at the age of eleven, after which his mother, Maria da Luz, raised the family alone. He joined the União da Juventude Socialista (UJS), the youth wing of the PCdoB, as a teenager, and entered the party in 1991, a membership he has maintained without interruption.[2]

Education

Jabbour holds a bachelor's degree in Geography from the Universidade de São Paulo (USP, 1997), a master's degree in Human Geography from USP (2005), and a doctorate in Human Geography from USP (2010).[3] His doctoral dissertation was titled China: A Economia Política do socialismo e a formação sócio-espacial de um projeto nacional (China: The Political Economy of Socialism and the Socio-Spatial Formation of a National Project). Despite his formal training as a geographer, he has taught and published primarily in political economy and development economics throughout his career.

Academic career

Jabbour is an associate professor in the Faculty of Economic Sciences at UERJ, where he teaches in the postgraduate programs in Economic Sciences (PPGCE) and International Relations (PPGRI).[3] His research lines are Political Economy, International Political Economy, Theory and Policy of Economic Planning, and National Development Strategies. He has dedicated approximately 25 years of research to Chinese socialism and state planning.[1]

Between 2023 and 2025, he served as senior consultant and Director of Research at the New Development Bank (NDB, also known as the BRICS Bank) in Shanghai, appointed by NDB president Dilma Rousseff.[2] During this period he conducted extensive fieldwork in China, visiting factories and enterprises across the country, research that informed his 2026 book.[4]

Theoretical contributions

Jabbour's theoretical work centres on two interrelated categories developed over the course of his research, aimed at providing Marxist analytical tools adequate to explaining the Chinese experience without reducing it to either Western capitalism or Soviet-style central planning.

Metamode of production

The concept of metamode of production (metamodo de produção), developed with Italian economist Alberto Gabriele and first systematically presented in China: O Socialismo do Século XXI (2021), designates the international capitalist economic order — structured around the law of value and the free circulation of commodities — as the inescapable external structural constraint within which any contemporary socialist formation must operate.[5] For Jabbour and Gabriele, no socialist country today can simply abolish the market, because the global order imposes its logic as a structural limit on domestic planning choices. The concept reframes the classic debate between plan and market: rather than a free choice, socialist market policies are understood as a necessary adaptation to objective constraints.

Operating within these constraints, Jabbour and Boer argue that China represents the first historical example of a new class of socialist-oriented socio-economic formations — one qualitatively distinct from prior socialist experiences, including the Soviet model, which operated under different historical conditions and without the market-planning combination that defines the contemporary Chinese model.[6] In this formation, multiple modes of production coexist, with the dominant state sector capable of generating productive chain effects across the entire economy, including the private sector. The state does not suppress the market but governs it through the dominance of public ownership and the Communist Party's political direction.[7]

New Project Economy

The New Project Economy (nova economia do projetamento) is a theory of the specific mode of economic organisation that Jabbour argues is emerging in China. The concept derives from Brazilian Marxist economist Ignácio Rangel's Elementos de economia de projetamento (1959), in which Rangel described the fusion of monetary economy, Keynesianism, and Soviet planning as a new mode of production arising from the post-war reconstruction period. Jabbour argues that this concept, abandoned with the financialisation of capitalism and the collapse of the Soviet Union, re-emerges in China in a qualitatively superior form — hence new Project Economy.[8]

Jabbour first published this theory in 2020 and has since developed it through articles, presentations in China, and two consecutive special issues of the journal Princípios (nos. 171 and 172, 2025), organised by Jabbour, which brought together empirical and theoretical studies on the concept.[9]

The New Project Economy is characterised by three features that distinguish it from Rangel's original formulation. First, it involves the fusion of micro and macroeconomics through large-scale public projects: the state coordinates investments of continental scale in which supply and demand structures across entire productive chains are equalised over time — a coordination Jabbour considers structurally impossible under capitalism. Second, it operates through the conscious introduction of contradictions into the economy: the state deliberately introduces technological targets or productive objectives as contradictions that society must resolve, generating developmental dynamism rather than passive equilibrium. Third, it relies on an informational planning apparatus composed of Big Data, artificial intelligence, and 5G infrastructure, enabling planning that is both compatible with the market and oriented towards long-term social utilities.[8]

Together, the metamode of production and the New Project Economy form what Jabbour, in collaboration with Gabriele and later with Australian philosopher Roland Boer, calls a new framework for a political economy of contemporary socialism — one that treats Marxism not as a set of fixed prescriptions but, in his words, as "the science of political power" to be reconstructed in light of living historical experience.[4]

Published works

Jabbour has published a series of books on Chinese political economy:[1]

Special Book Award of China

In October 2022, Jabbour received the Special Book Award of China for China: O Socialismo do Século XXI, China's top literary prize awarded to foreign authors who contribute to international understanding of the country. It was the first time the prize had been awarded to a work of political economy rather than a translation.[11] Jabbour described the award as "a prize for Brazilian Marxism," noting that the book applied the analytical framework of Ignácio Rangel to the Chinese reality.[11]

Political activity

Jabbour has been a member of the PCdoB since 1991 and serves on the party's Central Committee.[2] In 2025 he was a leading figure in the party's national campaign O Futuro Tem Partido (The Future Has a Party), travelling across Brazil to lead debates on the role of the state, multipolarity, national sovereignty, economic planning, and socialism.

  1. ^a ^b ^c Xavier, Cezar (2023-06-12). Economista Elias Jabbour vai assumir diretoria no Banco dos BRICS. PCdoB. https://pcdob.org.br/noticias/economista-elias-jabbour-vai-assumir-diretoria-no-banco-dos-brics/.
  2. ^a ^b ^c ^d (2026-03-12). Elias Jabbour lança no Rio livro sobre papel da China na reorganização do mundo. Brasil de Fato. https://www.brasildefato.com.br/2026/03/12/elias-jabbour-lanca-no-rio-livro-sobre-papel-da-china-na-reorganizacao-do-mundo/.
  3. ^a ^b (2024). Núcleo de Economia Industrial e Tecnologia (NEIT) – Corpo docente e pesquisadores. Universidade Estadual de Campinas – Instituto de Economia. https://www3.eco.unicamp.br/neit/nucleo?start=15.
  4. ^a ^b (2026-03-24). Novo livro de Elias Jabbour aprofunda discussão sobre desenvolvimento chinês. Fundação Maurício Grabois. https://grabois.org.br/2026/03/24/novo-livro-de-elias-jabbour-poder-e-socialismo/.
  5. ^a ^b Jabbour, Elias; Gabriele, Alberto (2021). China: O Socialismo do Século XXI. Boitempo, São Paulo. ISBN 9786557171097.
  6. ^a ^b Jabbour, Elias; Boer, Roland (2026). Poder e Socialismo: governança, classes, ciência e projetamento na China. Boitempo, São Paulo. ISBN 9786557175484.
  7. ^ Jabbour, Elias (2019-10-16). Elias Jabbour: A China é a engenharia social mais avançada do mundo. Vermelho. https://vermelho.org.br/2019/10/16/elias-jabbour-a-china-e-a-engenharia-social-mais-avancada-do-mundo/.
  8. ^a ^b Jabbour, Elias (2025-12-12). Elias Jabbour explica socialismo do século XXI na China a partir da nova economia do projetamento. Fundação Maurício Grabois. https://grabois.org.br/2025/12/12/elias-jabbour-socialismo-seculo-xxi-projetamento-china/.
  9. ^ (2025-05-26). Princípios 171: China e nova economia do projetamento. Fundação Maurício Grabois. https://grabois.org.br/2025/05/26/principios-171-china-e-nova-economia-do-projetamento/.
  10. ^ Jabbour, Elias; Gabriele, Alberto (2022). Socialist Economic Development in the 21st Century: A Century after the Bolshevik Revolution. Routledge, London. ISBN 9780367695286.
  11. ^a ^b Rodrigues, Theófilo (2022-10-20). Entrevista com Elias Jabbour, vencedor do Prêmio chinês de melhor livro de 2022. Fundação Maurício Grabois. https://grabois.org.br/2022/10/20/entrevista-com-elias-jabbour-vencedor-do-premio-chines-de-melhor-livro-de-2022/.